PUBLICADO EM: 05/03/2018

A melhor rota para o turismo no Brasil

Com o avanço das novas tecnologias, uma questão fica no ar: devemos padronizar nossos processos, para garantir a qualidade de um serviço; ou devemos personalizar caso a caso, para atender aos diversos perfis de clientes que, hoje, se acostumaram a receber uma comunicação própria? A resposta é: ambos.

A leitura do cenário contemporâneo deve ser antenada com as principais tendências de comportamento e consumo – hoje, tomada pela comunicação um a um em alta escala -, ao passo que as melhores práticas, sejam elas inovadoras, sejam retiradas de algum processo de benchmark, precisam ser compartilhadas, deixando a concorrência de lado. Um setor forte gera negócios para todos os players – mesmo frente a tecnologias e gerações disruptivas.

Turismo, eventos e negócios passam por um momento semelhante no Brasil. A UNEDESTINOS, União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos, nasceu para representar seus associados e para compartilhar conhecimento entre seus pares. Recentemente, no mês de fevereiro, realizou seu primeiro Workshop em que reuniu 25 destinos brasileiros para troca de informação, materiais, processos e experiência.

O encontro teve como objetivo a padronização no trabalho de captação de eventos, promoção do destino e capacitação de profissionais, abordando tanto técnicas, ferramentas e práticas, como a arrecadação do Room Tax e outras fontes de renda, parcerias e diálogo com poder público.

A padronização se mostra importante em um momento que o turismo nacional pode tomar protagonismo na economia, uma vez que o Mercado MICE é essencial dentro do setor.

Os CVBs e Entidades de Destinos, além do trabalho mercadológico, têm a oportunidade de atuarem como entidade representativa, por congregar toda a cadeia produtiva de turismo, eventos e viagens. Ter um discurso alinhado, metodologias reconhecidas e profissionais capacitados fortalece ainda mais seu poder de influência, que se soma junto ao trabalho das entidades representativas. Isso ocorre tanto para atender o associativismo ou corporativo na realização de eventos, quanto para dialogar com o poder público para reivindicar medidas e aprovações de leis que tornem o setor mais sustentável.

Entre elas, está o visto eletrônico para norte-americanos, canadenses e japoneses que, em janeiro, já apresenta resultados positivos, com um maior gasto de visitantes internacionais no Brasil. Por todo o País, de acordo com o boletim inFOHB, do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, aumentou-se a taxa de ocupação dos hotéis (2017 comparado com 2016).

A economia nacional está em retomada e a inflação em queda. Sinal disso, a demanda por voos domésticos também aumentou. O momento é de aproveitar as oportunidades para incrementar a promoção dos destinos e participar de feiras internacionais para captação de novos eventos e, consequentemente, visitantes, além de ações integradas de hospitalidade. É hora de pressionar ainda mais o poder público que, mesmo em ano eleitoral, não pode deixar que pautas esfriem. O setor deve ser um terreno fértil para novos negócios e investimentos.

E, por fim, tudo isso gera ainda mais frutos se feito com união, foco e melhores práticas compartilhadas. Este é o caminho mais curto para um diálogo que traga resultados a curto, médio e longo prazo.