PUBLICADO EM: 01/04/2018

O Brasileiro não conhece o Brasil, ainda…

O número de turistas no mundo aumentou: 7% em 2017 se comparado com o período anterior. São 1,3 bilhão de visitantes pelo planeta. Essa evolução se deve muito à Europa e África, ambos com 8% de aumento – ao passo que as américas cresceram 3%.

Quando analisamos os números, vemos o enorme potencial que temos no Brasil. Em 2016, foram apenas 6,6 milhões de visitantes internacionais. Frente a Hong Kong, que recebeu 26 milhões de turistas no mesmo ano, percebe-se que há muito trabalho a fazer.

Entretanto, é essa a grande oportunidade que se tem nas mãos, tanto no turismo internacional como no turismo doméstico.

Hoje o setor de turismo, eventos e viagens já desempenha um importante papel na economia nacional. A receita cambial gerada por esses 6,6 milhões está na casa dos US$ 6 bilhões. Somente em aviação nacional, são 6,4 milhões de empregos estimulados ou viabilizados e R$25,4 bi impostos arrecadados, de acordo com a ABEAR, Associação Brasileira de Empresas Aéreas. Ainda que significativo, muito mais pode ser feito e criado.

Os empresários do setor de viagens, turismo e eventos, através de suas entidades representativas, estão trabalhando juntas ao poder público para que se criem e aprovem medidas que tornem o mercado mais competitivo – para gerar ainda mais riqueza e renda. Entre as pautas discutidas, estão o limite de teto para o ICMS para o querosene na aviação (um dos principais vilões para encarecimento do turismo doméstico), modernização da Lei Geral do Turismo, facilidades de importação de equipamentos para parques temáticos, vistos eletrônicos, da corresponsabilidade das agências de viagens, da regulamentação das plataformas de vendas digitais, entre outras.

Enxergando o copo meio cheio, é a hora da iniciativa privada tomar o protagonismo. Os executivos do setor devem assegurar a saúde financeira de suas entidades representativas e mercadológicas, de forma participativa e ativa, associando suas empresas e garantindo a luta pela aprovação de leis e medidas e diálogo direto com o poder público; e foi assim que nasceu a UNEDESTINOS – União Nacional dos Conventions & Visitors Bureaus e Entidades de Destinos, com mais de 50 associados, promovendo o destino, captando novos eventos e capacitando as pessoas para receber cada vez melhor seus visitantes.

Temos que criar ações, parcerias e projetos, aproveitando toda a oportunidade de crescimento que o setor tem em potencial. Tais atividades podem ser diversas, desde a geração de novos negócios até ações de promoção e marketing.

O Brasil é um grande destino em diversos segmentos, dos negócios ao lazer. Já está pronto para receber mais visitantes de todo o mundo – e do próprio País. Nós precisamos valorizar nosso país, nossa gente e contemplar este lugar maravilhoso, com belezas naturais, locais históricos, arte e cultura, de hospitalidade ímpar, gastronomia original e global.

Feiras e eventos, independente do cenário da economia, são segmentos com potencial para se desenvolver e se reinventar, sendo uma fotografia leal do mercado que representa. Além de ser catalisador de visitantes, é também ferramenta propulsora para lançamento de produtos e relacionamento com o cliente.

Estamos em um momento de retomada da economia e otimismo do mercado. A hora é agora. Os que estiverem preparados para fazer parte de um novo momento de prosperidade devem se integrar para colher os frutos no setor de turismo, eventos e viagens, até o momento em que estaremos acompanhando lado a lado o crescimento mundial.

Toni Sando

PRESIDENTE EXECUTIVO DO SÃO PAULO CONVENTION & VISITORS BUREAU

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*Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando tem em seu currículo graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), cursou pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu histórico profissional inclui destacadas atuações nas áreas de operações, marketing, produtos e negócios no mercado financeiro (bancos Noroeste, Nacional e Unibanco). Durante sete anos dedicou-se à área de marketing da Accor Hotels na América do Sul.